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São muitas as emoções e desejos sendo processados em nossas almas todos os dias. E na intenção de escapar (ou disfarçar) estes sentimentos e situações más, buscamos por distrações. É assim que de vez em quando, elas se tornam necessidades. 

O jejum vem para desentulhar nossas almas carregadas. Ele não é uma barganha ou algo assim. Claro que não! Quem primeiro deu a Deus para que Ele pudesse nos retribuir? (Jó 41:11). Mas, ele nos coloca em uma zona de desintoxicação a qual observamos enfim, o quão dependente somos. Falamos o que queremos e “fazemos acontecer” como dizem por aí, mas se ficarmos mais de 12 horas sem se alimentar, começamos a tremer feito uma vara verde. Engraçado, não? Somos capazes de resolver cálculos absurdos com a inteligência humana ou trabalhar 7 dias por semana fora e dentro de casa, mas se nos faltar água, não vamos conseguir respirar por muito tempo...

A alimentação é a necessidade primária e necessário para o corpo de um ser humano (Tiago 2:15-16). É exatamente por isso que o desafio que o jejum nos impõe é tão maravilhoso. Ele nos faz admitir que acima disso, do alimento que sustenta nossa carne, está o poderio de Deus, que sustenta nossa alma. O único o qual realmente não podemos viver sem.
Cristo compreendeu isso, quando jejuou 40 dias e 40 noites no deserto. Ele respondeu a satanás dias depois: "Nem só de pão viverá o homem." 
Pode até parecer que não, mas a gente precisa é de Deus, e não (acima de tudo) das compras, do chocolate, dos doramas, spas, seriados... ou o que mais for que utilizamos para levantar nosso ânimo no dia-a-dia. Não que seja errado busca-los, mas sim os termos como refúgio antes de nosso Senhor.

Apesar do alimento ser a necessidade geral do ser humano, para algumas pessoas não é o primário. Para algumas mulheres o Facebook tem sido sua maior necessidade, a televisão, o café, os grupos do Whatsapp onde ocorre a “fofoca santa”, o vídeo game, os energéticos... Cabe a cada uma examinar a si mesma, afim de ver o que tem sido seu maior recurso na vida. É exatamente por isso que o jejum é algo muito particular (Mateus 6:18), feito em um período onde se está conturbado.

Ele envolve decisão. Ao jejuar, você nega seu desejo quando você mais precisa dele e diz não à sua alma. E como ela não tem outro desejo maior, uma hora ela sossega (Salmos 42.11). Você coloca sua mente debaixo da autoridade de Deus e por isso ela fica acima do seus instintos, entende isso? É aí que você ouve a vontade de Deus. Pois, sua sensibilidade ao Espírito Santo é acionada e nos momentos de oração os rombos são preenchidos.

Quanto ao propósito do jejum:
Em Atos dos Apóstolos, Deus falou com as pessoas enquanto jejuavam e O louvavam. (Cap 13:2,3)
Ester precisou tomar uma decisão importante, convocando assim, um jejum de 3 dias a todo o povo, na intenção de saber como devia agir (Ester 4:15-17).
O povo de Nínive ouviu o profeta Jonas e se arrependeu, proclamando um jejum para pedir perdão a Deus e consertar as coisas (Jonas 3:5-9).
São muitos os propósitos e necessidades ao decidir fazer um jejum, mas todos se resumem em desintoxicar o coração e mente, e se aproximar de Deus! Porque a maravilhosa presença do Senhor Eterno, é capaz de suprir nossas maiores necessidades. E enquanto não aprendermos isso, continuaremos sofrendo e disfarçando nosso sofrimento.

Talvez tenhamos conhecido o Deus de nossos, pais. O Deus daquela amiga que ora bonito por nossas vidas. O Deus de nossos líderes, de nossos namorados/maridos, mas não o Deus que também supri nossas necessidades, como Ester naquele momento de decisão conheceu e Agar a serva egípcia, no deserto quando estava fugindo de Sara. Após ouvir Deus neste momento de dependência e muita aflição, ela chamou o Senhor de "O Deus que vê", tornando conhecido o poço o qual teve a experiência de: “Poço Daquele que Vive e Me vê” (Gêneses 16:6 ao 14). Porque enfim, ela conheceu o Deus que tanto seu marido e toda aquela terra, falava.

Está na hora de você e eu também em particular, por si só, conhecermos o nosso Deus. O Deus que Vive e nos Vê. 

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