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Um dos trending topics mais famosos tem sido o #amorpróprio e realmente é um assunto que não sai da boca do povo, não importa onde você esteja ou o que esteja fazendo, sempre escutamos um amor próprio perdido por aí, seja na fila do banco enquanto alguém conta sobre como terminou um namoro ou num salão de beleza, enquanto alguém radicaliza o visual. Não importa o assunto, vez ou outra o tal do amor próprio aparece, o famoso remédio milagroso. Afinal, se não nos amarmos quem vai nos amar, não é mesmo?
Aí que está o x da questão.
Eu mesma andei pregando tanto do amor próprio que nunca de fato parei para analisa-lo.
AMOR PRÓPRIO.
É por ele que saímos de relacionamentos sufocantes, por ele largamos amizades tóxicas, graças a ele mudamos o visual, com ele paramos de implorar por atenção.
Mas como todo remédio, ele dura apenas por um tempo, pelo menos até escorregarmos e nos vermos presos em outra relação ou situação onde o esquecemos.
E é sobre essa inconstância que quero falar.
O amor próprio é maravilhoso e realmente devemos ter, mas infelizmente só ele não adianta de nada. Por mais legal e recomendado que seja o nosso amor próprio, é nosso.
 Daí o nome próprio, daí o erro... Nosso.
 Somos limitados em tudo, inclusive no amar.
 Somos tão limitados que até mesmo no meio de toda magia do amor próprio, para de fato o exercermos temos que nos enquadrar em nossos próprios parâmetros.
 Eu me amo porque sou divertida. Eu me amo porque sou super criativa. Eu me amo porque emagreci o tanto que eu queria. Eu me amo porque mudei meu cabelo e agora está maravilhoso. Eu me amo porque...
Percebe?
Até mesmo no que seria o maior ato de libertação, na verdade, é só mais uma corrente ao qual estamos presos a mais adjetivos que devemos nos enquadrar, e tudo isso porque somos limitados.
Quando gritamos por amor próprio, quando repetimos e o exigimos de nós mesmos, na verdade é só um grito pela aceitação e já que não pode ser do outro, que seja de mim.
E não me entenda mal, você deve se amar sim, mas não com essa ótica, não com nossa visão tão medíocre. Ame-se pelo motivo certo, ame-se pelo que de fato você é.
Entenda que não se trata de sua aparência ou de qualquer outra qualidade que você possa ter, nem física nem intelectual. Trata-se apenas da sua essência. Trata-se do fato de você ser tão especial, único e precioso que alguém te amou sem que você nem ao menos precisasse fazer nada. Ele não precisou que você mudasse de visual, não precisou que você vivesse feliz o tempo todo ou que expusesse todas as suas qualidades afim de chamar sua atenção ou reforçar seu valor. Ele não precisou de nada disso. Ele te amou porque te conhece melhor do que qualquer um.
O que você precisa desesperadamente não é apenas desse tal amor próprio, você precisa do amor do próprio.
Do próprio criador.
Daquele que conhece o mais íntimo seu e ainda assim escolheu te amar e diferente de você, ele não precisou de um choque para perceber que deveria te amar, Ele te amou antes mesmo que você entendesse o que é o amor.
Eu vivia afirmando e reafirmando por aí que não aceitaria mais ser segunda opção, que eu merecia mais e que agora eu me amaria primeiro e teria mais amor próprio, até que eu percebi que toda vez que eu falhava com algo, meu próprio amor próprio me acusava, ele revirava os olhos, soltava o ar cansado e me lançava um “assim fica difícil te amar, né querida” e então eu me frustrava comigo mesma, porque nem mesmo eu conseguia me satisfazer, até que eu entendi que estava tudo bem, eu nunca iria conseguir isso, pelo menos não sozinha, o que é irônico já que esse deveria ser o meu próprio amor próprio, mas acontece que todas as vezes que eu olhei pra mim usando minhas medidas eu me auto decepcionei, todas as vezes que eu lancei metas minhas para ser merecedora do meu próprio amor, eu me decepcionei, até que eu dei de cara com um dos versículos mais famosos (e infelizmente por ser tão famoso ás vezes tão deslegitimado), ele está lá em João 3:16 e diz:
Por que Deus amou o mundo de tal maneira, deu seu filho unigênito para que todo aquele que Nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.

E então eu entendi.
 Entendi que eu não preciso mais do meu amor próprio, eu só preciso do amor do próprio.
Do meu próprio criador.
Do meu próprio Pai que me criou e desenhou cada traço meu, que pôs em mim cada expectativa que lhe cabia, que sonhou pra mim os sonhos mais belos e impensáveis, que plantou em mim a essência que preenche todo meu ser e Ele não me ama segundo nada, ele não me ama de acordo com nada, ele não me ama se nada. Ele apenas me ama. E o amor dele é tão mais profundo e sublime que eu jamais conseguiria reproduzir um amor tão puro assim. Um amor que se dispôs a dar seu único filho por mim, um amor que viu seu filho sangrar no madeiro por mim, um amor que conhece todos os meus erros, falhas e pecados, um amor que me viu em meus piores momentos e sendo o pior de mim, um amor que vê meus dias maus e meu péssimo humor, um amor que conhece todo meu egoísmo e egocentrismo, um amor que mesmo conhecendo tudo isso ainda assim me ama e não desiste de mim.

E se essa não for a maior demonstração de amor que eu e você já recebemos, eu realmente não sei de mais nada.

Se isso não for amor, o oceano secou
Não há estrelas no céu, as andorinhas não voam mais
Se isso não for amor, o céu não é real
Tudo perde o valor, se isso não for amor.



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