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Conta-se que uma garota apaixonada por Deus sofreu um acidente e ficou tetraplégica. Ainda assim ela não deixava de amar ao Senhor, porém em uma de suas orações fez uma pergunta: “Pai, o que pensais quando olhais para mim?” Ao que o Altíssimo respondeu: “Eu vejo algo que nos assemelha. Assim como sua cabeça envia os comandos e seu corpo faz o poste, como cabeça tenho enviado missões, mas meu corpo, a igreja, permanece imóvel”.

Em vários momentos de nossas vidas não nos permitimos ouvir a voz de Deus. Às vezes até ouvimos, mas entendemos conforme as nossas conveniências. Neste texto estaremos Jornalisando Missões. No último final de semana participei da 10ª edição do “Todos os Povos te Louvem”, organizado pelo Grupo Povos e Línguas, que trabalha com mobilização missionária no Brasil. E quando eu vi os números dos que se dizem evangélicos em nosso país, em comparação ao número de missionários, pensei: a igreja está saturada de sanguessugas. É só venha nós, ao Vosso Reino nada.

Fiquei envergonhado comigo mesmo. Lembrei da minha adolescência quando aquela missionária “que tudo vê” visita sua igreja e você treme até a unha do dedo mindinho, morrendo de pânico dela revelar o que você fez no verão passado. Saca Matrix?! Quase isso. Ela lança a revelação e você “vupo” se abaixa pra pegar no irmão de trás. Pior quando ela olha pra você e diz: “o Senhor quer te enviar para ganhar vidas em Moçambique”, e você em espírito de oração rebate: “Pô Deus, lá ele né. Logo eu?! Me deixa por aqui mesmo. Ou se for o caso me envia para Londres, Paris, Madri, é nenhuma?!.”

De acordo com o último levantamento do IBGE em 2010 a quantidade de evangélicos no Brasil já havia crescido cerca de 61% em 10 anos, o que significa ter ganhado mais 16 milhões de fieis. Imagine como estão estes dados quase oito anos depois. Se dizer evangélico virou moda, tem crescido tanto quanto surgem desculpas esfarrapas a cada delação premiada. Pois bem, em contra partida, o Brasil conta com cerca de apenas 4 mil missionários, dentro de aproximadamente 40 milhões de evangélicos, o que representa 0,01% do povo que se diz SERVO de Deus.

Há ainda mais de 4.000 povos no mundo sem o conhecimento do Evangelho, cerca de 3.000 línguas sem um verso bíblico em seu idioma e 3 bilhões de pessoas que não conhecem o Senhor Jesus.

Procure um fisioterapeuta espiritual e tire seu corpo da tetraplegia, esta é curável!

“...Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o Salvador do corpo.” Efésios 5:23.


Ah! Pra você saber:

No Brasil há oito segmentos reconhecidamente menos evangelizados, sendo sete socioculturais e um socioeconômico:

1. Indígenas
Com 117 etnias sem presença missionária e sem o conhecimento do Evangelho1. Estas etnias, com pouco ou nenhum conhecimento de Cristo, espalham-se por todo o Brasil com forte concentração no Norte e Nordeste2.

2. Ribeirinhos
Na bacia amazônica há 37.000 comunidades ribeirinhas3 ao longo de centenas de rios e igarapés. As pesquisas mais recentes apontam a ausência de igrejas evangélicas em cerca de 10.000 dessas comunidades4.

3. Ciganos (sobretudo da etnia Calon)
Há cerca de 700.000 Ciganos Calon no Brasil5 e apenas 1.000 se declaram crentes no Senhor Jesus. Os Ciganos espalham-se por todo o território nacional nas grandes e pequenas cidades, vivendo em comunidades nômades, seminômades ou sedentárias.

4. Sertanejos
Louvamos a Deus por tudo que tem ocorrido no Sertão nos últimos 10 anos – centenas de assentamentos sertanejos evangelizados e muitas igrejas plantadas. Há, porém, ainda 6.000 assentamentos sem a presença de uma igreja evangélica6.

5. Quilombolas
Formados por comunidades de afrodescendentes que se alojaram em áreas mais ou menos remotas nos últimos 200 anos. Há possivelmente 5.000 comunidades quilombolas no Brasil, sendo 3.524 oficialmente reconhecidas7. Estima-se que 2.000 ainda permaneçam sem a presença de uma igreja evangélica8.

6. Imigrantes
Há mais de 100 países bem representados no Brasil por meio de imigrantes de longo prazo com uma população de quase 300.000 pessoas9. Dentre esses, 27 são países onde não há plena liberdade para o envio missionário ou pregação do Evangelho. Ou seja, dificilmente conseguiríamos enviar missionários para diversos países que estão bem representados entre nós, sobretudo em São Paulo, Brasília, Foz do Iguaçu e Rio de Janeiro.

7. Surdos, com limitações de comunicação
Há mais de 9 milhões de pessoas nesta categoria em nosso país e menos de 1% se declara crente no Senhor Jesus10. Há pouquíssimas ações missionárias especificamente direcionadas para os surdos em todo o território nacional.

8. Os mais ricos dos ricos e os mais pobres dos pobres
O oitavo segmento não é sociocultural como os demais, mas socioeconômico. Divide-se em dois extremos: os mais ricos dos ricos e os mais pobres dos pobres. As últimas pesquisas nacionais demonstram que a presença evangélica é expressiva nas escalas socioeconômicas que se encontram entre os dois pontos, porém sensivelmente menor nos extremos11. Em alguns Estados brasileiros há três vezes menos evangélicos entre os mais ricos e os mais pobres do que nos demais segmentos socioeconômicos12.

A Igreja de Cristo foi chamada para ser sal da terra e luz do mundo onde estiver e por onde passar (Mt 28.19). Foi-lhe entregue também um critério de prioridade nas ações evangelizadoras: onde Cristo não foi anunciado (Rm 15.20). É, portanto, momento de orar pelo mundo sem Cristo, por a mão no arado e não olhar para trás.

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